Pode-se citar o padrão estético, supostamente imposto pela sociedade, como uma questão cultural ou modismo, mas esse fator pode variar de acordo com cada região. No Brasil o estilo “mulherão”, predomina no gosto social de homens e mulheres, porém, as mulheres visivelmente acima do peso, com freqüência são vítimas de preconceitos e discriminações.
Mas nem todas as mulheres, se adaptam a esse arquétipo induzido pela sociedade, por uma questão de saúde ou simplesmente obra da natureza. Para se adequar ao padrão “mulherão”, muitas mulheres recorrem a métodos que trazem malefícios para o corpo e a saúde. Assim, o fator predominante desse ato de tortura ao próprio corpo, é a baixa auto-estima, levando essas mulheres, muitas vezes, à anorexia, bulimia ou depressão, por quererem se enquadrar em determinado padrão e beleza não se sentirem mais desejáveis e sensuais.
Por mais infeliz que uma mulher esteja com o seu corpo, submeter-se à falsa correção que uma cinta pode providenciar, é recorrer a um recurso masoquista, que impede o movimento do corpo, comprime a respiração e causa excesso de transpiração na parte do tronco, podendo constituir-se como um ato de desordem emocional.
Hoje em dia ainda existem mulheres que reivindicam esse instrumento de opressão e tortura para sentirem-se mais magras, demonstrando uma falsa impressão de “boa forma”. Deste modo, em busca do corpo perfeito, essas mulheres mortificam sua carne, com o uso de espartilhos, cintas e outras peças desconfortáveis, trazendo malefícios para beleza e saúde. Neste contexto, a lingerie pode e deve ser uma forte aliada da mulher, e não um artigo de tortura, impedindo os movimentos e deformando seu corpo.

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